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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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QUERCUS DENUNCIA DESTRUIÇÃO DE FLORESTA MEDITERRÂNICA NO CONCELHO DE TOMAR

Mäyjo, 05.01.17

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A Quercus denunciou a destruição de uma área de floresta mediterrânica dominada por um sobreiral, onde existem também carvalhos, medronheiros e aroeiras, entre outras espécies, em Porto de Cavaleiros, no concelho de Tomar, distrito de Santarém.

 

Em comunicado, a associação indica que desmatação ocorreu no limite do Sítio Sicó-Alvaiázere, inserido na Rede Natura 2000, próximo do rio Nabão, numa área com cerca de 10 hectares alvo de um incêndio em 2008.

Os ambientalistas alertaram o Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente da GNR, do comando de Santarém. No local, os militares confirmaram a presença de duas escavadoras giratórias “a fazer a destruição do cobro vegetal” sem o respectivo licenciamento.

A Quercus indica ainda no comunicado que as escavadoras estavam a arrancar a “vegetação mediterrânica, incluindo diversos sobreiros jovens com alguma dimensão, o que indica ser uma acção ilegal, para conversão num novo eucaliptal”. A associação acrescenta que solicitou ao Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas informação sobre se autorizou alguma ação, incluindo a arborização com eucalipto na área em questão.

“A Quercus espera atuação firme das autoridades para impedir a destruição das últimas áreas de floresta mediterrânica desenvolvida na área, onde ocorrem espécies protegidas, evitando o aumento descontrolado da expansão de novos eucaliptais”, lê-se ainda no comunicado.

REFORMA FLORESTAL: O QUE ESPERAR NO FUTURO?

Mäyjo, 27.12.16

floresta_-domingos-moreira

Para o ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas Santos, a reforma da floresta não pode ser encarada como uma “solução imediatista”, devendo-se procurar medidas que possam ser aplicadas nas próximas décadas.

 

“Queremos dar o primeiro passo daquilo que sabemos que é um percurso que temos de percorrer nas próximas décadas, daí o esforço genuíno para conseguirmos o máximo de consenso possível para que o que consigamos construir agora não venha a ser desmantelado por qualquer Governo que suceda daqui a três, quatro ou cinco anos”, declarou Capoulas Santos durante a conferência “Visões para uma Floresta de Futuro”, no Porto.

Apostar na conservação dos ecossistemas e dos recursos naturais, para garantir uma floresta “adaptada à futura sociedade e resiliente às mutações ambientais e socioecómicas” é uma das metas quando se fala numa ideia de floresta para o futuro. Para conseguir esta mudança, Capoulas Santos defende que a reforma em curso quer eliminar alguns dos principais entraves à sustentabilidade da floresta em Portugal, entre eles a gestão activa e profissional e o ordenamento do território.

“Para a gestão é preciso criar estímulos e incentivos para que seja atractivo gerir a floresta e isso só acontecerá se houver rentabilidade, mas a rentabilidade e atracção de capitais existe se houver minimização dos riscos”, salientou o ministro da Agricultura.

Capoulas Santos defende assim que “a prevenção estrutural, na área da defesa da floresta contra incêndios, apresenta muitos exemplos de oportunidades de melhoria na eficiência de utilização de recursos, sobretudo no que respeita à gestão das continuidades de combustível”, considerou.

Foto: Domingos Moreira / Creative Commons

 

Se a Amazónia pudesse falar...

Mäyjo, 23.09.16

Se uma árvore cai numa floresta e ninguém está por perto para ouvi-lo, faz um som?

Sim - e as repercussões são sentidas para as gerações vindouras.

Ouça "The Rainforest", um dos mais audaciosos filmes da Conservação Internacional "Natureza está falando".

 

Em agosto, enquanto a atenção do mundo estava centrada sobre o Brasil para os Jogos Olímpicos de Verão de 2016, os nossos olhos estavam sobre o Brasil por um motivo diferente - a maior floresta tropical do mundo e um dos nossos sistemas de suporte de vida mais vitais, a Amazónia.

 

Infelizmente, ela está sob ameaça.

 

O desmatamento está em ascensão. Em 2015, uma área de floresta quase com o dobro do tamanho do Grand Canyon foi perdida, só em Amazónia brasileira. Isso é simplesmente inaceitável.

 

Como a voz de "The Rainforest", o ator Kevin Spacey ajuda a conduzir para casa a importância e fragilidade de um dos segredos mais bem guardados da natureza – as florestas “guardam” pelo menos 30% da solução para as mudanças climáticas.

Se perdermos nossas florestas, perdemos o nosso clima e nós os seres humanos perdemos – ponto!!

 

Mas vamos deixar "The Rainforest" ter a palavra final:

"Os seres humanos “fazerem” ar ...  isso vai ser divertido de assistir."

18 florestas que parecem ter saído de um conto de fadas, mas são reais

Mäyjo, 25.09.15

Florestas e seus caminhos misteriosos têm sempre um grande charme e um grande mistério, principalmente porque sempre as associamos a filmes e contos fantásticos.

E essa beleza toda atrai muitos admiradores, visitantes, turistas e fotógrafos, alguns que até se especializam em registrar esses cenários mágicos.

Se um dia visitar algum desses países, garanta também uma visita a esses locais:

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Rila Mountains, na Bulgária, por Xiao Yang

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Moss Swamp na Roménia, por Adrian Borda

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Região de montanhas White Carpatians na República Checa, por Janek Sedlar

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Beskydy Mountains, na República Checa, por Jan Bainar

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Floresta Otzarreta, no País Basco, por Javier de La Torre

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Trilha Hemlock, em Taiwan, por Justin Jones

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Floresta da República Checa no inverno, por Jan Machata

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North Greenwich, em Londres, por Andy Linden

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Stanton Moor, no Reino Unido, por James Mills

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Vagalumes em uma floresta em Nagoya, no Japão, por Yume Cyan

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Crooked Forest, na Polónia, por Faberovsky

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Floresta na Bélgica por Kilian Schönberger

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Floresta no Japão por Hidenobu Suzuki

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Ghost Tree Forest, na Colúmbia Britânica, no Canadá, por Erica Smith

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Floresta na Noruega, por Brit Aase

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Bog Forest, na Estónia, por Kiksar

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Kamacnik, na Croácia, por Vanja Vukadinović

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Floresta na Itália, por Leonid Litvac

PENÍNSULA IBÉRICA: ÁREAS FLORESTAIS DESTRUÍDAS POR INCÊNDIOS VÃO TRIPLICAR ATÉ 2075

Mäyjo, 02.09.15

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Os incêndios florestais não são um problema novo para a Península Ibérica e, durante os meses de Verão, as acções de patrulha e vigilância são reforçadas em Portugal e Espanha. Ainda assim, são vastas as áreas que todos os anos ardem. Portugal registou as maiores áreas ardias nos anos de 2003 e 2005, ao passo que Espanha, em especial a região da Galiza, alcançou este pico em 2006.

As causas destes incêndios são em grande parte humanas, mas os factores meteorológicos e a ameaça cada vez maior imposta pelo aquecimento global também contribuem para a ocorrência de fogos florestais. Um novo estudo elaborado por investigadores portugueses e espanhóis recorreu a vários modelos climáticos para quantificar as áreas ardidas em diferentes cenários de alterações climáticas que poderão ocorrer ao longo do século XXI.

“Trabalhámos directamente com indicadores de actividade de incêndio e analisamos metodologias alternativas para estimar as tendências futuras dos incêndios em diferentes modelos climáticos”, explica Joaquín Bedia, investigador no Instituto de Física da Universidade de Cantábria, cita a SINC.

Um dos cenários alarmantes que os investigadores concluíram é que, até 2075, as áreas ardidas na Península Ibérica terão triplicado, quando comparadas com a média das áreas ardidas actuais. Nas regiões mais a norte de Portugal e Espanha a situação não será tão gravosa, mas ainda assim as áreas destruídas pelo fogo vão dobrar.

Os resultados, publicados na revista científica Agricultural and Forest Meteorology, revelam uma forte relação entre as alterações climáticas, nomeadamente o aquecimento global, e o seu efeito nos padrões de incêndios registados entre 1981 e 2005 na Península Ibérica.

Foto: Rodrigo Hortenciano / Creative Commons